A SAF Botafogo apresentou à Justiça, nesta segunda-feira (13/7), seu plano detalhado para a recuperação judicial, visando a quitação de uma dívida estimada em R$ 1,2 bilhão. A proposta, que foi analisada pelo site “GE”, prevê condições significativas para os credores, incluindo deságios de até 95% e prazos estendidos de até 20 anos em determinados casos.
O plano, assinado pelo diretor da SAF, Eduardo Iglesias, busca demonstrar a "operacional e economicamente viável" situação do clube. A estratégia inclui a chegada de novos investidores e a captação de financiamentos DIP, como um de R$ 4,3 milhões e outro de US$ 25 milhões, este último proveniente da GDA Luma. A proposta agora aguarda aprovação em assembleia de credores para ser homologada.
Uma das particularidades do plano é a diferenciação no tratamento dos credores. Para partes relacionadas, o deságio proposto é de 95%. Já os créditos trabalhistas, com exceção dos jogadores do elenco atual, terão um deságio de 92%. Credores quirografários e aqueles classificados como ME e EPP Modalidade Geral enfrentarão um deságio de 90%.
Por outro lado, o plano estabelece que não haverá deságio para jogadores do elenco atual, fornecedores parceiros e entidades esportivas como Fifa e CBF. Estes grupos terão seus valores integralmente pagos em curto prazo, sendo considerados essenciais para a operação e potencial de receita do clube.




