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Presidente do Flamengo nega espanholização no Brasil e diz: 'Botafogo foi campeão brasileiro e da Champions da América do Sul'

Presidente do Flamengo nega espanholização no Brasil e diz: 'Botafogo foi campeão brasileiro e da Champions da América do Sul'

O debate sobre uma suposta "espanholização" do futebol brasileiro ganhou uma nova perspectiva com as declarações de Luiz Eduardo Baptista, presidente do Flamengo. Em entrevista ao "Charla Podcast", Bap refutou a ideia, argumentando que a realidade dos clubes brasileiros, com suas particularidades e conquistas, desmente essa tese. Ele destacou os recentes sucessos de outros clubes, mencionando especificamente o Botafogo.

"Eu vejo assim, não tem espanholização nenhuma. Porque lá tem padronização de gramado, lá tem liga, tem padronização de fair play financeiro, tem regras claras, tá certo? O CNRD lá funciona mais rapidamente e melhor do que no Brasil", afirmou Bap, contrastando com a situação brasileira. Ele ainda citou o Corinthians como campeão da Copa do Brasil e o Botafogo como detentor de títulos importantes: "O Corinthians foi campeão da Copa do Brasil ano passado. Ganhou R$ 90 milhões, não conta nisso aí? Onde é que tá a espanholização? O Botafogo foi campeão brasileiro. Não é que ele ganhou um assim 'ah, ganhou o Brasileiro igual o Leicester em 2016 na Premier League'. Não é não, irmão. Ganhou também a Champions da América do Sul", declarou.

Bap também analisou a dinâmica dos campeonatos nacionais, ressaltando a imprevisibilidade como um fator que afasta a comparação com ligas europeias mais consolidadas. "Já vinha muito bem em 23. Como é que o Botafogo perdeu o Brasileiro de 23 para o Palmeiras? O Botafogo é que perdeu. Como eu entendo que ano passado o Palmeiras deu chance para o Flamengo ser campeão. O Palmeiras se aproveitou da piscada que o Botafogo deu em 23. E o Flamengo se aproveitou da piscada que o Palmeiras deu em 25. Essa dinâmica do campeonato até o final, sem você saber quem vai ganhar, eu não acho que seja justo a gente falar de espanholização", ponderou.

Ele concluiu sua análise ressaltando o potencial de crescimento do futebol brasileiro, impulsionado pelas novas estruturas como as SAFs e a gestão de grupos como o Grupo City no Bahia. "Eu entendo que quando fala-se de espanholização, eu acho que isso é mais para se dramatizar a situação. Isso pode ser uma tendência no futuro. Mas olha o que entra de dinheiro no Brasil, entendeu? Com as novas SAFs, você tem um Bahia aí com a gestão do (Grupo) City. Você olha o faturamento", finalizou.

Ler na fonte original (FogãoNET)