Completa-se agora um mês da publicação da nota oficial que marcou a ruptura definitiva entre o Botafogo e o empresário John Textor. No documento, o clube criticou duramente a gestão da Eagle Bidco, afirmando que a condução adotada revelou um "absoluto descompromisso com a estabilidade financeira e institucional da SAF Botafogo", o que teria tornado inevitável o pedido de recuperação judicial da empresa.
A transição de comando foi consolidada juridicamente quando o STJ reconheceu o Tribunal Arbitral da FGV como o órgão competente para decidir questões societárias, retirando, na prática, os poderes de Textor. No dia 1º de junho, conselheiros do clube aprovaram a proposta da GDA Luma Capital, rejeitando ofertas de Textor, Kia Joorabchian e Evangelos Marinakis, culminando na assinatura de um contrato vinculante entre o Botafogo social, a SAF e o fundo liderado por Gabriel de Alba.
Apesar do acordo, a transferência definitiva das ações ainda depende de negociações com o Lyon e a Ares, via administradora judicial Cork Gully. Atualmente, o presidente do Botafogo, João Paulo Magalhães Lins, encontra-se nos Estados Unidos em reuniões com Gabriel de Alba e Michele Kang, presidente do Lyon, buscando solucionar a transição e, principalmente, resolver os transfer bans impostos pela Fifa.
No campo financeiro, o Glorioso aguardava na última semana o primeiro aporte de US$ 25 milhões da GDA Luma, parte de um investimento total previsto de US$ 105 milhões. Enquanto isso, John Textor segue tentando recuperar seus direitos no clube por via judicial, tendo processado João Paulo Magalhães Lins e o ex-presidente Carlos Augusto Montenegro devido a críticas e acusações. O clube, em pausa devido à Copa do Mundo, segue no aguardo de soluções para regularizar sua situação administrativa e esportiva.
