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Montenegro planeja 'hibernar', promete dirigentes longe do futebol e diz: 'Enquanto o clube social existir, o Botafogo não vai acabar nunca'

Montenegro planeja 'hibernar', promete dirigentes longe do futebol e diz: 'Enquanto o clube social existir, o Botafogo não vai acabar nunca'

Carlos Augusto Montenegro, figura proeminente na história recente do Botafogo, anunciou sua intenção de se afastar das atividades ligadas ao futebol, prometendo um período de "hibernação". Em declarações recentes, o ex-dirigente garantiu aos botafoguenses que, enquanto o clube social mantiver suas atividades, o Botafogo como instituição jamais deixará de existir. A declaração surge em um momento de transição na gestão da SAF, com a saída de John Textor e a ascensão da GDA Luma, sob o comando de Gabriel de Alba.

Em entrevista ao "Canal do Manel", Montenegro detalhou a mudança de postura esperada com a nova gestão. "O Botafogo vai ter que se acostumar com outro personagem", afirmou, prevendo um período de "dois, três anos de uma vida dura". Ele enfatizou que o foco da nova administração será em resultados e profissionalismo, distanciando-se de exibições públicas e ações midiáticas. "Enquanto existir o social, não vai acabar nunca", reiterou, transmitindo segurança sobre a solidez da base alvinegra.

Montenegro também fez questão de ressaltar a autonomia do clube social em relação à gestão da SAF. "O social quer distância", declarou, assegurando que nomes como o seu, de João Paulo Magalhães Lins (atual presidente do clube social) e Durcesio Mello não terão mais envolvimento direto com as decisões do futebol. Ele argumentou que, embora haja competência no quadro social, a expertise necessária para o futebol profissional, como scout e escolha de jogadores, reside na estrutura da SAF. "Ninguém do social tem competência para trabalhar no futebol", sentenciou, defendendo a atuação do social em modalidades amadoras como basquete, vôlei e remo.

Refletindo sobre sua própria trajetória e relação com a presidência do clube, Montenegro relembrou os desafios enfrentados, incluindo a recuperação da sede de General Severiano e a conquista do Campeonato Brasileiro de 1995. Ele admitiu que a presidência de um clube como o Botafogo é uma tarefa desgastante e que exige dedicação integral, algo que, em sua visão, a nova gestão da SAF deve priorizar. "Espero depois dessa live voltar a hibernar", concluiu, demonstrando o desejo de se afastar das polêmicas e do dia a dia agitado do futebol.

Ler na fonte original (FogãoNET)