O presidente do Botafogo associativo, João Paulo Magalhães Lins, minimizou o recente anúncio sobre a venda da SAF do clube, publicado pela administradora judicial da Eagle no jornal inglês “Financial Times”. Em entrevista ao programa “Prime Time”, da CNN, o dirigente classificou a situação como “extremamente desagradável”, mas a contextualizou como parte do processo legal que o administrador judicial precisa cumprir para buscar ofertas e quitar credores.
Magalhães Lins destacou que tem mantido um contato constante com todas as partes envolvidas na disputa societária da SAF, incluindo o acionista majoritário, John Textor, e os administradores. “Temos mantido diálogo com todas as partes envolvidas, o dono da SAF do Botafogo, John Textor, com seus sócios, os administradores. Estamos falando para tentar entender, já que somos os minoritários e estamos nos deparando com toda essa situação nova, a melhor forma de se portar para a gente garantir a proteção do Botafogo, acima de tudo sempre”, declarou.
Questionado sobre o risco de o clube acabar, o presidente foi enfático: “Meu dever é proteger o Botafogo da melhor maneira. Estamos mantendo conversas com o John Textor regularmente. Tem risco de algumas coisas acontecerem. Risco do Botafogo acabar não existe, isso não é caso nem da gente falar isso. O Botafogo é imortal.”
Ao comentar as razões da grave crise financeira que o clube enfrentou sob a gestão de John Textor, João Paulo Magalhães Lins reconheceu os feitos do empresário, mas apontou uma decisão equivocada. “O Textor é uma pessoa que fez muito pelo Botafogo. Já tive essa conversa com ele, acho que ele fez uma decisão errada em algum momento de comprar o Lyon, isso gerou um buraco de caixa na empresa dele. Foi uma pena. Virou uma bola de neve e nos atingiu”, concluiu.
