O empresário americano John Textor reapareceu nos bastidores do Botafogo nesta quarta-feira (14), afastado do comando da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Em entrevista, Textor declarou estar preparado para retornar ao clube e criticou a administração alvinegra, alertando para um possível "colapso" financeiro.
Segundo informações divulgadas pelo jornal O Dia, Textor e o empresário grego Evangelos Marinakis estariam dispostos a retomar os investimentos no Botafogo, caso as disputas judiciais que envolvem o controle da SAF tenham um desfecho favorável. Nesse cenário, os investidores assumiriam integralmente as dívidas e os aportes necessários para manter o projeto esportivo. A declaração surge em meio a um período de incerteza administrativa e conflitos entre os antigos responsáveis pela SAF e a estrutura societária atual.
Textor reafirmou sua legitimidade para participar da administração do clube, mesmo com o afastamento. Caso não consiga reaver o controle judicialmente, o empresário indicou que poderá direcionar seus investimentos para outras equipes globais, embora não descarte uma futura reaproximação com o Botafogo. Sua previsão de "colapso" sob a gestão do atual presidente, João Paulo Magalhães, representa uma crítica e um alerta, não uma confirmação iminente.
A crise administrativa se intensificou em abril de 2026, quando o Botafogo solicitou recuperação judicial sem consulta aos conselheiros da Eagle Bidco. Essa decisão gerou novos conflitos societários, culminando no afastamento de Textor determinado pelo Tribunal Arbitral da FGV. Posteriormente, a Justiça interveio na administração da SAF, com Eduardo Iglesias assumindo como interventor judicial, e Textor e seus aliados foram destituídos do conselho de administração em junho.
Mesmo com as decisões judiciais no Brasil, John Textor sustenta seus direitos sobre o Botafogo, citando uma decisão favorável nos Estados Unidos. A existência de decisões em diferentes jurisdições mantém a disputa societária em evidência, mas não garante seu retorno imediato ao comando. O futuro da SAF segue indefinido e dependerá dos próximos desdobramentos legais, enquanto as declarações de Textor aumentam a pressão sobre a atual diretoria.



