A instabilidade tem sido a marca do Botafogo no Campeonato Brasileiro de 2026 desde a retomada da competição após a Copa do Mundo. Com um aproveitamento pífio de 37,7%, a equipe alvinegra já trocou de comando técnico pela terceira vez no período, evidenciando as dificuldades em encontrar regularidade e se afastar da temida zona de rebaixamento.
Sob a batuta do técnico Tite, o clube busca desesperadamente uma virada de chave para interromper a sequência de resultados abaixo das expectativas e reconquistar a confiança da torcida. Os números recentes são alarmantes: em 15 partidas disputadas desde o mundial, o Glorioso somou apenas quatro vitórias, cinco empates e seis derrotas. O ataque marcou apenas 14 gols, enquanto a defesa foi vazada 23 vezes, resultando em um saldo negativo de nove gols. A média ofensiva é inferior a um gol por jogo, e a defensiva sofre mais de 1,5 gol por partida.
O desempenho piorou consideravelmente após a goleada sofrida para o Cienciano, em 13 de agosto, pela Copa Sul-Americana. Desde então, em dez jogos, o Botafogo venceu apenas duas vezes, o que culminou na eliminação continental e aumentou a pressão no Brasileirão. A alternância de treinadores, com Franclim Carvalho, Rodrigo Bellão (interino) e agora Tite, trouxe desafios na construção de uma identidade de jogo, com cada comissão técnica implementando suas próprias ideias e exigindo adaptações dos atletas.
Tite, que chegou com a missão de comandar a equipe até o fim de 2026, ainda não conseguiu impor sua filosofia em campo. Em três jogos sob seu comando, foram duas derrotas e um empate, com dois gols marcados e cinco sofridos. Atualmente, o Botafogo ocupa a 13ª posição na tabela geral, com 36 pontos, mas figura em um preocupante 17º lugar no returno. O próximo compromisso contra a Chapecoense, no Estádio Nilton Santos, é crucial para iniciar uma reação e ampliar a distância para a zona de perigo.




