O técnico interino do Botafogo, Rodrigo Bellão, concedeu entrevista coletiva para explicar as funções táticas de dois importantes jogadores do meio-campo alvinegro: Danilo e Álvaro Montoro. Bellão abordou as recentes atuações da dupla e detalhou como ele enxerga o posicionamento ideal para que ambos rendam o máximo.
Sobre Danilo, o treinador discordou da ideia de que o jogador atua como um camisa 10. "Eu discordo, acho que ele não joga de 10, acho que ele não jogou de 10 no início da temporada. Acho que ele era um 8 que talvez andasse mais vezes para a frente", explicou Bellão. Ele ressaltou que Danilo pisava mais na área e terminava jogadas no início do ano, mas que um período de inatividade após a Copa do Mundo e a dificuldade da equipe em evitar transições podem ter levado o jogador a recuar mais em campo. "A ideia é que ele consiga voltar a ter esse ritmo de jogo que ele estava tendo no primeiro semestre", afirmou o comandante, que vê Danilo atuando como um 8 e não como um 5.
Bellão detalhou que Danilo tem flutuado pelas laterais, especialmente pela esquerda, onde enfrentou dificuldades contra a forte marcação do Red Bull Bragantino. "No intervalo eu tentei ajustar para ele estar mais à frente. Acho que ele conseguiu no segundo tempo, estava pisando mais na área, pegando entre linhas", comentou, antes de mencionar uma entrada dura que o jogador sofreu no tornozelo. A expectativa é que Danilo retome a confiança e a intensidade que o destacaram no primeiro semestre.
Em relação a Álvaro Montoro, o técnico interino explicou que o meia atuou de forma semelhante à partida contra o Palmeiras, onde foi elogiado. Montoro alterna entre jogar mais aberto pela esquerda, dando amplitude, e flutuar por dentro. "Ele tem alguns momentos em que está aberto pra dar uma amplitude para esse lado, e acho que aí é por uma decisão que ele sabe fazer", disse Bellão. Ele também destacou que, em alguns momentos, o jogador Telles atuava mais aberto, permitindo que Montoro jogasse entre linhas.
"Como a equipe do Red Bull fecha muito bem na compactação deles, é mais difícil jogar por dentro, a gente precisava criar situações de dois para um, pelo lado", justificou Bellão sobre as variações táticas. Ele reconheceu que a equipe teve dificuldades em alguns momentos, perdendo a bola no corredor central e sofrendo transições, mas reiterou que o posicionamento de Montoro foi uma variação tática consistente com o que foi bem utilizado anteriormente.




