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Montenegro, sobre vexame do Botafogo: ‘Na época de amador, eu já teria chutado o balde no vestiário. Muito chato esse profissionalismo, ter de esperar para demitir’

Montenegro, sobre vexame do Botafogo: ‘Na época de amador, eu já teria chutado o balde no vestiário. Muito chato esse profissionalismo, ter de esperar para demitir’

O ex-presidente do Botafogo, Carlos Augusto Montenegro, não escondeu sua insatisfação com a recente goleada sofrida para o Cienciano, no Peru, e criticou a postura do clube em relação à permanência do técnico Franclim Carvalho. Em entrevista ao canal “Botafogo é Tradição”, Montenegro expressou seu desejo por uma abordagem mais enérgica, comparando a situação com a época em que o futebol ainda era amador.

"Se fosse na minha época de amador, eu já teria chutado o balde no vestiário mesmo, depois do 6 a 1. Mas eu sou amador. Com os profissionais, não, você tem que ter um horário, um protocolo, alguma coisa. Eu gosto mais da minha época de amador, acho muito chato esse negócio de profissionalismo, ter que esperar para demitir os caras etc. Depois da vergonha de ontem, o ideal era ter sido na hora", declarou Montenegro, que também apontou a negociação de Franclim Carvalho com o Vasco durante a Copa do Mundo como um ato gravíssimo.

Montenegro acredita que a demissão do treinador deve ocorrer após o próximo compromisso do Botafogo contra o Vitória, em Salvador, pelo Campeonato Brasileiro. Ele compreende a dificuldade logística que impede uma ação imediata, mas ressalta a falta de atitude e humildade por parte do técnico na partida contra o Cienciano. "O que faltou ontem foi atitude e humildade do técnico. Ele tirou três jogadores importantes do time, partiu para cima quando o certo seria ter aguardado, esperando, um empate ou perder por 1 a 0, mas nunca fazer o que ele fez", analisou.

O ex-dirigente detalhou o drama vivido pelos jogadores após a derrota, que permaneceram em Cusco antes de se deslocarem para Lima para, em seguida, viajarem para Salvador. A equipe realizará um treino leve antes do confronto de domingo. Montenegro enfatizou que, em caso de demissão, não seria apenas o técnico a ser dispensado, mas toda a comissão técnica, o que torna a decisão mais complexa em meio à agenda apertada.

Ler na fonte original (FogãoNET)