O técnico Franclim Carvalho definiu a goleada sofrida pelo Botafogo por 6 a 1 diante do Cienciano, pela Copa Sul-Americana, como "um dia que nos envergonha e que ficará marcado para sempre". A declaração veio após a partida de ida das oitavas de final, realizada na altitude de Cusco, no Peru.
Franclim buscou explicar as escolhas táticas para o confronto, especialmente as alterações na lateral. "Nós trocamos os laterais exclusivamente por causa do tipo de jogo do adversário que era muito bola na área", disse o treinador, detalhando a movimentação defensiva de Danilo e Montoro. Ele lamentou a dificuldade em se adaptar às condições e conter o ímpeto do adversário, apesar de ter treinado e analisado o estilo de jogo do Cienciano.
O comandante alvinegro reconheceu a superioridade do adversário em diversos momentos do jogo. "O adversário acaba por fazer um gol, faz um gol de bola parada, em que o VAR demora cinco minutos ou seis minutos a analisar. Ainda não vi o lance. E depois faz um terceiro, um arremesso, depois faz um quarto, um grande gol do adversário, tem mérito", analisou Franclim, que também comentou sobre os gols sofridos no segundo tempo, incluindo um em que a equipe estava "completamente desposicionada".
O técnico português também mencionou lances que poderiam ter mudado o curso da partida, como um gol anulado de Edenílson e a dificuldade de realizar passes precisos na altitude. "Vocês viram a velocidade da bola, é completamente diferente fazer um passe aqui ou fazer um passe num estádio que não joguemos a esta altitude", ponderou. Apesar das justificativas, Franclim reiterou o sentimento de vergonha pela atuação e pelo resultado expressivo, que certamente ficará na memória dos botafoguenses.




