A dolorosa derrota do Botafogo por 6 a 1 para o Cienciano, em Cusco, não apenas complicou a situação alvinegra nas oitavas de final da Copa Sul-Americana, mas também inseriu o clube em páginas negativas da história da competição e de sua própria trajetória.
O placar adverso, segundo levantamento da revista Veja, configura a pior derrota de um clube brasileiro na história da Copa Sul-Americana. O resultado superou goleadas anteriores sofridas por Fluminense e Corinthians no torneio. Antes do 6 a 1 sofrido pelo Glorioso, um dos placares mais pesados para brasileiros havia sido o 5 a 1 do Fluminense contra a LDU, na final de 2009, jogada na altitude de Quito. O Corinthians, em 2021, também figura na lista com um revés por 4 a 0 diante do Peñarol, na fase de grupos. Com a diferença de cinco gols, a derrota para o Cienciano agora ocupa isoladamente essa marca negativa entre os clubes do Brasil.
A goleada sofrida no Peru também encerrou uma sequência de mais de 16 anos sem que o Botafogo levasse seis gols em uma mesma partida. A última vez que isso ocorreu foi em 2010, em derrota para o Vasco pelo Campeonato Carioca, um resultado que culminou na demissão do técnico Estevam Soares. Desta vez, o técnico interino Franclim Carvalho segue no comando, ao menos para o próximo compromisso.
Além das marcas históricas, o placar de 6 a 1 impõe ao Botafogo uma missão extremamente difícil para o jogo de volta. A equipe carioca precisará reverter a desvantagem de cinco gols para levar a decisão aos pênaltis ou de seis para garantir a classificação direta às quartas de final. Antes da tentativa de reação na Sul-Americana, o Alvinegro foca no Campeonato Brasileiro contra o Vitória.




