A notícia que tomou conta do noticiário esportivo nesta terça-feira sobre a SAF Botafogo ter sido colocada à venda em um jornal britânico pela consultoria Cork Gully LLP, nomeada administradora judicial pelos credores da Eagle Football, gerou grande repercussão. No entanto, o acionista John Textor tratou o fato com naturalidade, classificando-o como uma mera formalidade protocolar exigida por lei.
Em entrevista à ESPN, Textor explicou que o anúncio da Cork Gully é uma exigência rotineira e legal em qualquer processo de administração judicial. Segundo ele, a consultoria precisa solicitar propostas do público antes de fechar qualquer negócio internamente, já que os acionistas e credores atuais podem fazer ofertas.
– Isso é uma exigência rotineira e legal em qualquer administração judicial, pois eles sabem que os acionistas e credores atuais farão ofertas. Portanto, eles precisam solicitar propostas do público antes de fechar qualquer negócio internamente. Acho que isso é novidade para as pessoas no Brasil, mas esse é o protocolo na Inglaterra – afirmou Textor, por e-mail, à ESPN.
O próprio Lyon, outro clube da Eagle Football que também foi colocado à venda, classificou o anúncio como uma "obrigação legal". O processo reflete a situação atual da holding americana, que busca reestruturar suas dívidas e encontrar novos investidores para seus ativos no futebol europeu e sul-americano.
