O fundo de investimentos Ares está intensificando a pressão sobre a Eagle Football Holdings, buscando o pagamento de uma dívida de € 250 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão) referente ao empréstimo feito a John Textor para a compra do Lyon em 2022. A informação foi divulgada pelo portal Bloomberg e repercutida pelo jornal francês L’Équipe.
A Ares, que já recuperou € 175 milhões com a venda do Crystal Palace, cogita ativar uma cláusula de pagamento no prazo de até duas semanas, demonstrando a perda de confiança no empresário norte-americano. A reportagem aponta que Textor recorreu a um empréstimo com a Hutton Capital em nome do Botafogo, operação que foi negada pela DNCG, órgão regulador francês.
A situação da Eagle, que também detém o Lyon e o RWDM Brussels, se tornou delicada. A Ares tem duas opções principais: forçar a venda dos clubes para recuperar o investimento ou assumir o controle do Lyon, considerado o ativo mais valioso do grupo. A reportagem do L’Équipe sugere que a Ares não vislumbra mais um acordo amigável com Textor.
Além das dificuldades financeiras, o Botafogo tem enfrentado outros desafios. O diretor de negociação de jogadores da Eagle, Eduardo Iglesias, também deixou o clube. John Textor, por sua vez, admitiu a complexidade do aporte financeiro ao Botafogo, afirmando que se trata de um "financiamento bastante complicado". A crise também se manifesta no RWDM Brussels, com relatos de salários atrasados e a expectativa de uma venda por Textor.
A pressão da Ares sobre a Eagle e a instabilidade financeira da holding colocam em xeque o futuro do Botafogo e do Lyon, com a possibilidade de uma mudança significativa na gestão dos clubes.
