O técnico do Coritiba, Fernando Seabra, elogiou a equipe do Botafogo após o empate em 1 a 1 no Couto Pereira, pelo Campeonato Brasileiro. Em entrevista, Seabra admitiu que sua equipe adotou uma postura mais defensiva para o confronto, buscando maior segurança diante de um adversário de "nível de seleção". Ele ressaltou a importância do apoio da torcida e a necessidade de sua equipe se ajustar às dificuldades recentes.
"Nós enfrentamos hoje uma grande equipe, com jogadores de nível de seleção, de nível de Copa do Mundo, e um jogo decisivo para as duas equipes, como se fosse uma final. E claro que a gente entra com a expectativa de vitória, agora a gente precisa entender o nosso momento e ter a capacidade de se ajustar às dificuldades que a gente vem tendo", declarou o treinador, explicando a estratégia de "dar dois passos para trás" e "estruturar bem um bloco baixo".
No entanto, Seabra direcionou suas críticas à arbitragem de Matheus Delgado Candançan e ao VAR comandado por Gilberto Rodrigues Castro Junior. O treinador do Coritiba reclamou de um pênalti não marcado em cima de Tiago Cóser, que, segundo ele, resultou no gol do Botafogo. "Ali poderia ter sido 2 a 1 e gol da vitória. E tivemos um volume muito grande de bolas paradas, escanteios, que inclusive resultou no pênalti sofrido pelo Cóser, porque a bola ainda está em jogo, e há uma falha clamorosa da arbitragem e uma total displicência e negligência do VAR em permitir uma injustiça como essa", desabafou.
O técnico comparou a situação com um lance anterior contra o Fluminense, onde também se sentiu prejudicado. Ele expressou indignação com o que considera "displicência, desligada e negligente" da arbitragem e do VAR, especialmente em um momento decisivo do campeonato. "A gente fica realmente sentido e revoltado, porque a gente entrega tudo que a gente tem, e os jogadores estão se esforçando e se dedicando demais e dando a vida", concluiu, enfatizando o esforço do clube e a competitividade de sua equipe, que, apesar das adversidades, mostrou que "ninguém vai ganhar da gente fácil, mesmo com negligência da arbitragem".




