Em um pronunciamento que visa esclarecer os recentes boatos, John Textor, ex-controlador do Botafogo, negou categoricamente ter oferecido o perdão da dívida do Olympique Lyonnais para com o clube carioca. A dívida em questão, no valor de US$ 24 milhões (aproximadamente R$ 124 milhões), teria sido supostamente oferecida como anistia à Cork Gully LLP, administradora da Eagle Bidco, o que, segundo informações anteriores, teria travado um acordo entre a GDA Luma e a administradora pela SAF do Glorioso.
Através de declarações lidas pelo jornalista Thiago Franklin no canal “Arena Alvinegra”, Textor foi enfático ao afirmar que a notícia não condiz com a realidade. “Em nenhum momento eu ofereci qualquer tipo de liberação para Michele Kang ou para o Lyon”, declarou o empresário. Ele ressaltou que, por ter movido uma ação judicial diretamente contra Michele Kang e o Olympique Lyonnais, seria ilógico cogitar a renúncia de quaisquer valores ou obrigações que são objeto da disputa em curso. “Por essa razão, acredito que essa versão não representa com a precisão a realidade da situação”, complementou, buscando oferecer o contexto completo para a compreensão dos fatos.
Anteriormente, Thiago Franklin havia reportado que a GDA Luma estaria prestes a fechar a compra das ações da SAF do Botafogo, com um acordo que envolvia o pagamento de US$ 5,5 milhões em custas advocatícias. No entanto, a intervenção de Textor, com a suposta proposta de perdão da dívida do Lyon, teria sido o fator que impediu a concretização do negócio, previsto para o último dia 3 de julho.
Diante desse impasse, o Botafogo social tomou a iniciativa de acionar o bônus de subscrição, conforme previsto no contrato de acionistas. A alegação foi de que Textor não teria realizado os aportes financeiros da maneira correta. Com essa manobra, o associativo obteve a maioria na SAF, detendo agora 51% das ações, o que abre caminho para a GDA Luma assumir o controle da gestão em um futuro próximo.




