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John Textor rebate Botafogo social sobre aporte ‘simulado’ e diz que ‘entradas significativas de caixa’ depois compensaram valores; defesa cogita ir à Justiça

John Textor rebate Botafogo social sobre aporte ‘simulado’ e diz que ‘entradas significativas de caixa’ depois compensaram valores; defesa cogita ir à Justiça

O empresário John Textor veio a público para rebater as alegações do Botafogo social, que ativou o "bônus de subscrição" para reivindicar 51% da SAF. O associativo alega que o acordo foi desfeito após o norte-americano ter realizado o que foi classificado como "aportes simulados", questionando movimentações financeiras ocorridas em 2024. Segundo o Botafogo social, o Lyon repassou € 10,9 milhões ao clube brasileiro, e no mesmo dia, € 10 milhões foram enviados de volta ao clube francês como empréstimo. Uma operação similar, envolvendo cerca de R$ 55 milhões, também foi apontada.

Em declarações enviadas ao "UOL", Textor expressou surpresa, mas também tranquilidade diante das acusações. "Sempre conduzi meus investimentos no Botafogo com responsabilidade, transparência e dentro da legalidade", afirmou. Ele defendeu que as movimentações de saída de recursos foram apresentadas de forma isolada, sem considerar "entradas significativas de caixa que ocorreram poucas semanas depois e que mais do que compensaram esses valores". Segundo o empresário, uma "análise parcial dessas operações inevitavelmente produz uma narrativa distorcida da realidade".

Textor ressaltou que os fatos em questão não são recentes, tendo ocorrido há mais de dois anos e com conhecimento dos órgãos de governança da época. "Não pretendo transformar esse assunto em uma disputa de versões na imprensa. Tenho absoluta confiança na regularidade das operações realizadas durante minha gestão e na integridade de todos os atos praticados", declarou.

A defesa de John Textor, representada pelo advogado Felipe de Abreu Sampaio, não descarta a possibilidade de levar o caso à Justiça. Sampaio reforçou a posição de Textor, afirmando que as operações "não são recentes nem desconhecidas" e foram realizadas "dentro da estrutura de governança da companhia". Ele criticou a avaliação baseada apenas em "movimentações financeiras isoladas", sem considerar o "contexto completo das operações", classificando a abordagem como uma "tentativa inadequada de trazer novamente à tona movimentações antigas, já conhecidas à época, para lhes atribuir um significado que elas nunca tiveram".

Ler na fonte original (FogãoNET)