Lucio de Castro voltou a atacar John Textor, ex‑controlador da SAF do Botafogo, em entrevista ao Lance!. O jornalista afirmou que o projeto do norte‑americano está "destruindo" o clube, que já enfrenta sérios problemas financeiros e pode chegar à falência. Apesar da conquista da Libertadores, Castro questiona se o título compensa a suposta ruína que Textor estaria provocando, inclusive a possibilidade de o Botafogo cair para a terceira divisão.
Castro destacou que o Botafogo tem uma história gloriosa, citando ídolos como Mané Garrincha, Jairzinho e Quarentinha, e que não faz sentido os torcedores demonstrarem gratidão a alguém que, segundo ele, "levou milhões" do clube e prioriza o dinheiro acima de tudo. O colunista ainda comparou o caso de Textor ao de Kia Joorabchian, que atuou no Corinthians, apontando um padrão de "aventurismo" e exploração financeira no futebol brasileiro.
Segundo Castro, Textor utiliza uma "engenharia financeira" sofisticada, semelhante ao esquema de dirigentes do passado, mas com recursos mais avançados, envolvendo caixa‑2, pirâmides financeiras e até processos na justiça americana. Ele critica a imprensa por ser "flácida" ao cobrir o empresário, que teria se apresentado ao Congresso Nacional alegando que o futebol brasileiro está sendo manipulado, sem apresentar provas.
O jornalista conclui que, embora Textor seja um "visionário" de seus próprios interesses, seu histórico mostra que sempre sai bem das crises que gera, deixando clubes como o Botafogo em situação vulnerável. Castro alerta que o futuro do clube depende de entender não só o homem, mas todo o modelo de SAFs que permite esse tipo de operação no Brasil.
