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Disputa pelo controle da SAF do Botafogo se intensifica: entenda cenário e discussões em andamento

Disputa pelo controle da SAF do Botafogo se intensifica: entenda cenário e discussões em andamento

A estrutura de controle da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo vive um momento de intensa indefinição. John Textor, que detinha a posição de controlador, agora opera sob uma liminar e vê a Ares assumir o comando da Eagle Bidco, empresa ligada à operação da SAF. A mudança ocorreu após pagamentos parciais de Textor à Ares, que exerceu garantias contratuais de um empréstimo concedido ao empresário.

Apesar de deter o controle acionário, a Ares não demonstra interesse em gerir o clube diretamente, o que se reflete na ausência de executivos em jogos e na falta de aportes financeiros, mesmo após receber relatórios detalhados. Recentemente, o fundo realizou uma auditoria para avaliar a saúde financeira da SAF e a necessidade de investimentos, optando por não injetar mais capital neste momento. Atualmente, a Ares mantém diálogos tanto com John Textor quanto com o Botafogo Social para encontrar uma solução para o modelo de controle.

Nos bastidores, John Textor trabalha ativamente para viabilizar a recompra do clube. Uma proposta formalizada em janeiro de 2026 prevê um aporte inicial de US$ 25 milhões, com a intenção de atrair novos investidores para completar a operação. A origem da atual configuração remonta a movimentações financeiras de Textor no exterior, incluindo a venda de sua participação no Crystal Palace em junho de 2025, cujos recursos foram parcialmente utilizados para abater uma dívida com a Ares ligada à aquisição do Olympique Lyonnais. O compromisso de pagamento integral não foi cumprido, levando a Ares a executar garantias e assumir o controle do Lyon, ampliando sua influência na Eagle Bidco.

Um ponto de grande preocupação reside no destino de recursos do Botafogo. Durante um período em que o Lyon enfrentava pressões regulatórias, a Eagle Bidco compartilhou caixa entre os clubes do grupo, direcionando receitas e premiações do Botafogo de 2024 para o clube francês. A Ares analisou a situação e optou por manter esses valores no Lyon, sem um compromisso formal de devolução ao clube carioca até o momento. Esses fundos foram cruciais para a estabilização financeira do Lyon, permitindo que o clube evitasse sanções mais severas e continuasse suas atividades esportivas.

O Botafogo, por sua vez, cobra judicialmente cerca de R$ 745 milhões referentes a esses valores direcionados ao Lyon. Internamente, há um temor de que a Ares possa tentar estruturar uma operação onde a quitação ou compensação da dívida do Lyon com o Botafogo seja utilizada como moeda de troca para reconfigurar o controle da SAF. Essa possibilidade, embora discutida internamente, ainda não resultou em uma proposta formal. Diante deste cenário complexo, há um movimento para aproximar a SAF e o Botafogo Social, buscando uma atuação conjunta para encontrar uma solução definitiva que impacte positivamente o futuro da gestão do clube.

Ler na fonte original (FogãoNET)