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Presidente do Flamengo alega que gramado sintético causa desigualdade: ‘Gera diferenciais competitivos’

Presidente do Flamengo alega que gramado sintético causa desigualdade: ‘Gera diferenciais competitivos’

O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, voltou a criticar o uso de gramados sintéticos no futebol brasileiro, defendendo seu fim no cenário nacional. Em entrevista ao Poder 360, ele argumentou que esse tipo de piso cria desigualdades competitivas e prejudica tanto os atletas quanto o espetáculo. Segundo Bap, a Fifa aprovou o gramado sintético apenas em situações excepcionais, como em países com climas extremos, mas no Brasil, onde o calendário é mais intenso, a prática se torna prejudicial.

O dirigente destacou que o futebol nas principais ligas do mundo é disputado em campos de grama natural, com regras claras de qualidade. Ele afirmou que o gramado sintético altera o comportamento da bola, o ritmo do jogo e o impacto sobre os jogadores, gerando vantagens competitivas para quem atua nesses campos. "No Brasil, você joga 75, 80 partidas por ano. Isso não é bom para o atleta, não é bom para o espetáculo e gera diferenciais competitivos", ressaltou.

Baptista também abordou o aspecto econômico, citando que o Flamengo e o Fluminense gastam entre 40 e 50 milhões de reais anualmente para manter o gramado do Maracanã em perfeitas condições. Ele questionou a justiça de permitir que clubes com gramado sintético tenham vantagens competitivas. "Se você não tem condição de praticar o futebol que é o maior campeão do mundo em campo de grama, talvez você não possa disputar a Série A do Campeonato Brasileiro", provocou.

Atualmente, Botafogo, Palmeiras e Atlético-MG são os clubes da Série A que utilizam gramado sintético em seus estádios. A polêmica sobre o tema continua em debate no futebol brasileiro, com posições divergentes entre os clubes e a CBF.

Ler na fonte original (FogãoNET)