O Botafogo se prepara para um desafio que vai além das quatro linhas no confronto contra o Cienciano, válido pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. A equipe alvinegra terá que encarar a altitude de Cusco, no Peru, onde o Estádio Inca Garcilaso de la Vega está localizado a aproximadamente 3.350 metros acima do nível do mar. A partida acontece nesta quinta-feira (13), às 21h30 (de Brasília), e o histórico do Glorioso em condições semelhantes exige cautela.
Um levantamento aponta que o Botafogo já disputou 11 jogos em competições continentais em altitudes superiores a 1.500 metros, com um aproveitamento de apenas 33,4%, somando três vitórias, dois empates e seis derrotas. Essa estatística reforça a dificuldade histórica que o clube enfrenta nessas condições. Em 2026, por exemplo, o time perdeu para o Nacional Potosí na Bolívia, a cerca de 4 mil metros de altura, mas obteve uma vitória expressiva por 3 a 0 contra o Independiente Petrolero em Sucre, a 2.800 metros, na atual edição da Sul-Americana.
No entanto, o cenário muda quando se trata de confrontos eliminatórios. Em quatro mata-matas disputados contra equipes que se beneficiam da altitude, o Botafogo conseguiu avançar em duas oportunidades. Um exemplo notável foi na Libertadores de 2014, quando o time reverteu uma derrota para o Deportivo Quito no Equador. Mais recentemente, na campanha vitoriosa da Libertadores de 2024, o Glorioso empatou com o Aurora na Bolívia e goleou em casa para garantir a classificação.
Agora, diante do Cienciano, o Botafogo novamente terá a vantagem de decidir a vaga no Rio de Janeiro. A estratégia para o jogo em Cusco deve ser de inteligência tática, administrando o esforço físico e buscando um resultado que permita a definição em casa. O técnico Franclim Carvalho precisará encontrar o equilíbrio ideal para controlar o ritmo de jogo, evitar espaços e capitalizar as oportunidades de ataque, sabendo que um bom resultado no Peru já representa um passo importante para a classificação.




