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Botafogo reage nos bastidores após nova vitória de Textor

Nos bastidores do Botafogo, a diretoria mantém o foco no planejamento da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) em parceria com a GDA Luma. Internamente, o clube não considera que as recentes movimentações judiciais de John Textor tenham o poder de alterar o caminho traçado para a conclusão da operação com o grupo de Gabriel de Alba. Essa postura se mantém firme mesmo após a Justiça britânica conceder uma liminar, a pedido de Textor, que bloqueou temporariamente a venda de ações pela administradora judicial da Eagle Football, a Cork Gully LLP.

A avaliação interna, conforme apurado pelo jornalista Bernardo Gentile, do canal Arena Alvinegra, é que o cenário mudou significativamente a partir do acionamento do bônus de subscrição, um movimento que foi aprovado pelo Conselho do clube. Nessa interpretação, o Botafogo entende que existem motivos concretos para a rescisão contratual e, por isso, concentra seus esforços na consolidação da relação com a GDA Luma. A diretoria, em resumo, adota a postura de que "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, não confunda alhos com bugalhos", separando as disputas de Textor em outras jurisdições do avanço da operação da SAF.

O clube não vê as disputas travadas por Textor no Brasil, Estados Unidos e Reino Unido como um impedimento, neste momento, para o progresso da negociação com a GDA. Quanto à ausência de uma assinatura definitiva do acordo, a explicação oficial repassada pelo Botafogo é que o processo envolve uma operação complexa e ainda depende de etapas burocráticas. Internamente, não há receio de que o acordo não se concretize; pelo contrário, o clube estaria trabalhando em parceria com a GDA enquanto aguarda a formalização, encarando a demora como "uma questão de tempo, burocracia e tudo mais", segundo relatou Gentile.

É fundamental, porém, ressaltar que a avaliação interna do Botafogo é distinta dos efeitos jurídicos que os processos em andamento podem gerar. A posição atribuída à diretoria reflete o entendimento atual do clube, enquanto as disputas envolvendo Textor, a Eagle Football e a Cork Gully seguem sujeitas às decisões judiciais. O próximo passo crucial para o Botafogo será, de fato, a formalização do acordo com a GDA Luma, um processo que o clube acredita estar sendo retardado apenas por questões burocráticas inerentes a operações dessa magnitude.

Ler na fonte original (Meu Botafogo)