A defesa de John Textor divulgou uma nota oficial nesta sexta-feira para contestar informações que circularam a respeito de um processo judicial envolvendo o empresário e a SAF do Botafogo. Segundo os advogados do americano, a ação em questão não possui qualquer relação com a propriedade das ações da SAF alvinegra, como teria sido noticiado.
A manifestação da defesa ocorre após a repercussão da decisão da Justiça do Rio de Janeiro que extinguiu o processo movido por Textor. De acordo com a equipe jurídica do empresário, houve uma interpretação equivocada sobre o real objetivo da ação. Em sua nota, os advogados esclareceram que John Textor jamais solicitou ao Judiciário brasileiro qualquer reconhecimento sobre a posse dos 90% das ações da SAF do Botafogo.
O foco da ação, conforme explicado pela defesa, é exclusivamente a discussão sobre a validade do Procedimento Arbitral 16/2025, conduzido pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Este procedimento foi responsável por decisões que culminaram no afastamento de Textor da administração da SAF. "A reportagem publicada não reflete o objeto da ação. O que se discute é a validade do Procedimento Arbitral 16/2025 da FGV, sem qualquer conexão com alegações de propriedade acionária da SAF", afirmaram os advogados, ressaltando que o empresário sofreu impactos diretos em sua esfera jurídica em decorrência das decisões tomadas no procedimento arbitral, mesmo sem ser formalmente parte dele.
A equipe jurídica também criticou o entendimento adotado pela Justiça na decisão que extinguiu o processo sem analisar o mérito da questão. Os representantes de Textor sustentam que, embora ele não integrasse formalmente a arbitragem, as decisões proferidas tiveram consequências diretas em sua atuação no Botafogo, incluindo sua destituição do cargo de administrador da SAF. Por fim, a defesa confirmou que irá recorrer da decisão nos próximos dias. "Serão interpostos os recursos cabíveis, de forma tempestiva, para que a matéria seja devidamente reavaliada pelas instâncias competentes", concluiu a nota, indicando que a disputa jurídica em torno do procedimento arbitral da FGV deve ganhar novos capítulos em segunda instância.
