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Clube Social do Botafogo vê saída de Textor como oportunidade de negociação direta

Clube Social do Botafogo vê saída de Textor como oportunidade de negociação direta

O afastamento de John Textor do controle da SAF do Botafogo, ratificado por decisão do Tribunal Arbitral, tem sido interpretado pelo clube social como um cenário favorável. A medida devolveu poderes políticos à Eagle Bidco/Ares Management e, segundo o jornalista Thiago Veras, do canal “Arena Alvinegra”, essa movimentação é vista como uma oportunidade para o associativo negociar diretamente com os investidores.

"Quem hoje tem que brigar diretamente é o associativo, né?", comentou Veras, comparando a situação de Textor a um lutador de boxe "na contagem". Ele explicou que, enquanto a disputa judicial sobre a propriedade das ações da empresa se arrasta, o afastamento de Textor, mesmo que temporário, permite ao clube social dialogar com a Ares e a Eagle. A briga entre Textor e os outros sócios, especialmente a Ares, tem sido apontada como um dos principais entraves para a resolução de problemas financeiros e estruturais da SAF.

Com Textor fora de cena, o clube social vislumbra a possibilidade de chamar a Ares e a Eagle para uma conversa definitiva. "Vamos lá. Já que vocês não querem ficar, nunca quiseram ter o comando, administrar e ver como é que vai ser, então a gente agora definiu o nosso caminho. Se é um caminho sem vocês, OK. Sumam daqui. Como é que a gente faz pra poder resolver essa situação?", questiona Veras, representando o pensamento do associativo.

A outra vertente apontada pelo jornalista sugere que, caso a Eagle rompa o acordo de acionistas por não cumprir suas obrigações financeiras e administrativas, como o pagamento de impostos previstos no contrato da SAF, ela seria forçada a aceitar a entrada de um novo investidor e a saída da SAF. O clube social, que já apresentou uma proposta oficial através da GDA, teria uma solução em mãos. No entanto, a efetividade dessa estratégia sem a necessidade de novas disputas judiciais ainda é uma incógnita. A estratégia da Ares e da Eagle, segundo Veras, sempre foi sair do negócio pagando o mínimo possível, buscando asfixiar o Botafogo para barganhar melhores condições de saída.

Ler na fonte original (FogãoNET)