A decisão do Tribunal Arbitral da FGV, que devolveu os direitos políticos da Eagle Bidco/Ares, reacendeu temores dentro da diretoria do Botafogo sobre o futuro da recuperação judicial da SAF. O jornalista Allan Vianna, do Visão Botafoguense, apontou que a medida pode impactar diretamente o pagamento de R$ 122,3 milhões que o Lyon deve ao clube, dívida já reconhecida pela 17ª Vara Cível do Rio de Janeiro.
Sem esse recurso, o plano de recuperação judicial corre o risco de ser inviabilizado, gerando insegurança sobre a capacidade da SAF de honrar compromissos, como salários atrasados. Há ainda a preocupação de que a Ares Management, acionista do Lyon e parceira de Michele Kang, gestora do clube francês, possa contestar ou não reconhecer a dívida, dificultando ainda mais a situação financeira do Botafogo.
Outro ponto sensível é a possibilidade de a Eagle Bidco/Ares vender ativos do Botafogo. Apesar de deter a maioria das ações, a Ares não tem demonstrado preocupação com o clube, nem contribuído para a regularização dos pagamentos pendentes. Essa postura alimenta o medo de que ativos estratégicos sejam alienados em condições desfavoráveis ao Botafogo.
A comunidade alvinegra acompanha o desenrolar dos processos judiciais, que incluem ainda discussões no STJ sobre competência entre a SAF e a entidade social do clube. Enquanto isso, a diretoria busca alternativas para garantir o fluxo de caixa necessário à manutenção da equipe e ao cumprimento das obrigações trabalhistas.
