A SAF do Botafogo enfrenta um momento delicado, com a confirmação de que cerca de 40 profissionais serão desligados nesta quinta-feira (12/02/26). A informação foi divulgada pelo jornalista Paulo Vinícius Coelho (PVC), em seu blog no UOL, que descreveu a manhã como "de terror". As demissões atingem todos os departamentos da organização, justificadas pelo "corte de custos", segundo a diretoria.
Em meio a um cenário de otimismo recente, com o primeiro aporte de US$ 50 milhões e o fim do transfer ban, a medida representa um revés para a gestão do clube. PVC ironizou a situação, comparando o Botafogo a um fumante diagnosticado com câncer de pulmão que continua fumando e tomando xarope para a tosse. A medida reacende debates sobre a gestão da SAF, com críticas direcionadas a John Textor, lembrando a controvérsia envolvendo Emil Pinheiro nas décadas de 1980 e 1990.
"O Botafogo sobreviveu. No ano seguinte, foi campeão da Copa Conmebol… O Botafogo sempre sobrevive. A situação, nesta quinta-feira, não está boa para quem trabalha na SAF Botafogo, para quem vive o Botafogo de Futebol e Regatas e para quem ama ser botafoguense", escreveu PVC. A notícia se soma a outras recentes demissões na SAF, gerando preocupação entre funcionários e membros da diretoria.
A medida visa, segundo a justificativa oficial, otimizar a eficiência operacional e direcionar recursos para o futebol. No entanto, a decisão ocorre em um momento crucial, com a proximidade do prazo de inscrição para a Libertadores, levantando dúvidas sobre a capacidade do clube de reforçar o elenco a tempo. A situação atual coloca em xeque os planos da SAF e a confiança dos torcedores no futuro do clube.
