A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresentou nesta terça-feira (11/11) o plano de implantação do fair play financeiro, que deve entrar em vigor já em janeiro de 2026. O anúncio foi feito no último dia de debates sobre o tema, com destaque para medidas que visam controlar os gastos dos clubes e reduzir o endividamento no futebol brasileiro.
Entre as principais regras, os clubes terão de limitar despesas com salários e compra de jogadores a 70% da receita total até 2029. Além disso, o nível de endividamento de curto prazo não poderá ultrapassar 45% da receita. As novas dívidas com credores relevantes deverão ser quitadas até janeiro de 2026, enquanto as antigas terão prazo até novembro do ano que vem. As punições por descumprimento variam de advertências e multas a medidas mais drásticas, como transfer ban, perda de pontos, rebaixamento e até cassação de licença.
Clubes que entrarem em recuperação judicial ou firmarem acordos coletivos com credores estarão sujeitos a regras específicas de controle financeiro a partir de 30 de abril de 2026. O documento ainda poderá receber ajustes até a apresentação final, marcada para 26 de novembro em São Paulo. A medida busca trazer maior equilíbrio financeiro ao futebol brasileiro, evitando crises que prejudiquem a competitividade das equipes.
