Uma revelação surpreendente veio à tona sobre os bastidores do Botafogo: o proprietário John Textor cogitou demitir o técnico Renato Paiva no mesmo dia em que o Alvinegro conquistou uma histórica vitória por 1 a 0 sobre o PSG na Copa do Mundo de Clubes, nos Estados Unidos. A informação foi divulgada pelo jornalista Daniel Braune em entrevista ao podcast “Tomando Uma”, do canal “Futeboteco”.
Braune detalhou a passagem de Paiva pelo clube, descrevendo-a como aquém das expectativas, apesar de reconhecer a maestria tática na vitória contra o PSG. No entanto, o jornalista criticou a abordagem excessivamente defensiva do treinador em partidas subsequentes, como no confronto contra o Palmeiras, onde o Botafogo jogou com os 11 jogadores recuados, fazendo cera, e só buscou o ataque nos minutos finais da prorrogação. “O Botafogo esperou 115 minutos pra jogar futebol. Ou seja, precisava disso e o Textor ficou puto com aquilo e o demitiu”, lembrou Braune, referindo-se à insatisfação de Textor com a postura retranqueira.
O jornalista narrou um diálogo inusitado com John Textor na rua, durante a celebração da torcida após a vitória contra o PSG. Textor, com sua “cabeça completamente exótica”, entregou seu telefone a Braune, um “estranho” na ocasião, para que ele lesse uma conversa. “Era uma conversa dele com outra pessoa. E o Botafogo tinha acabado de ganhar do Paris Saint-Germain”, contou Braune. Ao questionar Textor sobre o teor da mensagem, o empresário confirmou sua insatisfação com Paiva: “Não, não gosto. Não gosto desse cara, não gosto desse cara. Eu, inclusive, pensei até, sei lá, se eu não podia mandá-lo embora por agora mesmo”.
Braune tentou ponderar, elogiando a escalação de Paiva naquele jogo específico, mas Textor manteve sua posição. “O Botafogo tinha que jogar desse jeito mesmo. Só que não dá para jogar todo jogo desse jeito, porque não podemos passar a imagem de um time retranqueiro”, explicou Textor, revelando que sua irritação se intensificou quando Paiva adotou a mesma tática defensiva contra o Palmeiras, em um jogo onde, segundo o empresário, o time poderia ter sido mais ofensivo.




