O empresário John Textor segue em sua batalha judicial para retomar o controle da SAF do Botafogo. Em comunicado divulgado em seu site oficial, Textor afirmou que a Eagle Bidco optou por não apresentar defesa nos processos que tramitam na Justiça do Brasil, dos Estados Unidos e do Reino Unido. Essa ausência de contestação, segundo o americano, abre a possibilidade de ele reassumir a propriedade dos 90% da Sociedade Anônima do Futebol.
De acordo com informações divulgadas pelo "Blog do Diogo Dantas", do jornal "O Globo", Textor acredita que, caso a Eagle Bidco mantenha sua postura de não se defender, os processos em andamento nos EUA e no Brasil avançariam rapidamente, podendo culminar no reconhecimento de sua propriedade sobre a SAF. Ele sustenta que as "medidas cautelares para impedir a venda das ações se tornarão menos relevantes à medida que os processos principais avancem". É importante ressaltar, contudo, que a ausência de defesa da Eagle Bidco não configura, por si só, uma decisão judicial que o declare proprietário da SAF.
Nos Estados Unidos, Textor entrou com uma ação declaratória na Flórida em 4 de junho de 2026, buscando confirmar que ele permanece como o dono das ações da SAF Botafogo e que a Eagle Bidco nunca efetuou o pagamento exigido pelo contrato original, que deveria ser declarado nulo. Com o prazo para defesa encerrado em 6 de agosto de 2026 sem manifestação da Eagle Bidco, os advogados de Textor solicitaram uma ordem de revelia contra a empresa.
No Reino Unido, a disputa se concentra em uma liminar solicitada por Textor para impedir a venda de suas ações pelos administradores judiciais da Eagle Bidco. A intenção é que o tribunal britânico respeite os processos em andamento nos EUA e no Brasil e impeça a alienação do ativo enquanto a titularidade é discutida. A Eagle Bidco também foi notificada e informou que não pretende contestar as alegações de propriedade de Textor.
No Brasil, os argumentos de Textor para restabelecer sua propriedade sobre a SAF são semelhantes, baseados na nulidade do contrato. Embora o pedido inicial de liminar para impedir a venda das ações tenha sido indeferido, com o argumento de falta de urgência e a necessidade de defesa da Eagle Bidco, Textor argumenta que não é apropriado que terceiros, como o Botafogo Social Club, apresentem defesa em nome da Eagle Bidco. Até o momento, a Eagle Bidco optou por não se defender no caso brasileiro. Se a empresa continuar sem apresentar defesa em qualquer uma das jurisdições, Textor acredita que suas reivindicações de propriedade prevalecerão.




