A recente decisão do Tribunal Arbitral, que reverteu a exclusão da Eagle Bidco e declarou irregular a nomeação de Durcesio Mello como diretor interino da SAF, tem gerado apreensão tanto na estrutura do Botafogo social quanto na própria SAF. Segundo informações divulgadas por Anderson Motta, a Ares Management, principal credora da Eagle, estaria próxima de retomar o controle das operações, levantando temores de que a empresa possa alienar ativos do clube e negociar a dívida referente ao Lyon em termos vantajosos para o clube francês.
O modelo de caixa único implementado pela Eagle, em conjunto com John Textor (atualmente afastado), resultou em vultosos repasses financeiros ao Lyon entre 2024 e 2025, sem que houvesse retorno correspondente para o Botafogo. Essa situação agrava a preocupação, uma vez que a Ares, apesar de ser acionista majoritária, não tem demonstrado engajamento em auxiliar o clube, nem mesmo no pagamento de salários atrasados de atletas.
Fontes ligadas à SAF e ao clube social expressam receio de que a Ares Management possa, em um cenário de retomada de poder, priorizar seus próprios interesses financeiros em detrimento do bem-estar do Botafogo. A falta de intervenção da empresa em momentos cruciais, como no auxílio para quitação de salários, reforça essa desconfiança, mesmo com sua posição acionária relevante.
A decisão do Tribunal Arbitral, que devolve direitos à Eagle/Ares, pode ter implicações significativas, inclusive em um eventual pedido de recuperação judicial da SAF do Botafogo, conforme noticiado anteriormente. A situação exige atenção e clareza sobre os próximos passos para garantir a estabilidade e o futuro do Glorioso.
