Uma reviravolta significativa abalou a estrutura da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo. Segundo informações do jornal “O Globo”, o Tribunal Arbitral da FGV decidiu devolver os direitos políticos à Eagle Bidco na gestão da SAF alvinegra e declarou a irregularidade na nomeação de Durcesio Mello como diretor interino. A decisão arbitral, que chegou a citar “litigância de má-fé” por parte da empresa que detém 90% das ações, impacta diretamente o controle do futebol do clube.
Com a nova deliberação, ficam suspensos todos os atos societários que não contaram com a participação da Eagle Bidco, empresa em litígio com John Textor. Isso garante à Eagle o direito de participar ativamente, e até mesmo presidir, a Assembleia Geral Extraordinária agendada para a próxima quinta-feira (14/5). A decisão também anula os efeitos do acordo de acionistas firmado em julho de 2025 e todos os atos societários e atas de assembleias realizadas desde 17/07/2025 sem a devida representação da Eagle Bidco.
A arbitragem também separou, pela primeira vez, os direitos da holding Eagle Football da “situação pessoal” de John Textor. A proteção cautelar que garantia a permanência do empresário em sua posição estatutária foi retirada, mantendo-o afastado devido ao conflito com a Ares Management. Além disso, o Conselho de Administração da SAF passará por uma reorganização: Jordan Eliott Fiksenbaum e Kevin Weston, indicados por Textor, serão substituídos por Mandy Feldman e Ron Marx, indicados pela Eagle. Há ainda a possibilidade de indicação de um representante pelo Botafogo social.
Preocupada com o risco de “paralisia institucional”, a Arbitragem da FGV agendou para 26 de maio uma audiência com representantes da SAF, do clube social, da Eagle Bidco e de Durcesio Mello. O objetivo é buscar maior estabilidade e evitar judicialização excessiva, priorizando a manutenção do Botafogo como um dos principais ativos da Eagle Football e um clube de relevância nacional.
