Apesar de uma decisão do Tribunal Arbitral da FGV ter considerado ilegal a nomeação de Durcesio Mello como diretor interino da SAF do Botafogo, ele permanecerá no cargo. Tanto a SAF quanto o clube associativo interpretam que a decisão arbitral não o impede de seguir à frente da gestão.
O despacho do Tribunal Arbitral, em seu item 141, reconhece a legitimidade de uma decisão anterior do juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima, da 2ª Vara Empresarial da Comarca da Capital, que já havia mantido Durcesio como diretor interino da SAF. O ex-presidente do clube associativo ocupava a posição de representante do Botafogo associativo no Conselho de Administração da SAF e assumiu a diretoria após o afastamento de John Textor pela própria Arbitragem da FGV.
Com isso, Durcesio Mello segue no comando da SAF, ao menos por enquanto. A Arbitragem da FGV tem emitido diversas decisões, incluindo a devolução dos direitos políticos da Eagle Bidco/Ares na SAF alvinegra e a suspensão de atos societários que não contaram com a participação da holding. Adicionalmente, o Tribunal Arbitral determinou uma reorganização do Conselho de Administração da SAF, com a substituição de Jordan Eliott Fiksenbaum e Kevin Weston (indicados por Textor) por Mandy Feldman e Ron Marx (indicados pela Eagle). Há também a possibilidade de indicação de um representante pelo Botafogo social.
Preocupada com o risco de uma "paralisia institucional" no Botafogo, a Arbitragem da FGV agendou para o dia 26 de maio uma audiência com representantes da SAF, do clube social, da Eagle Bidco e de Durcesio Mello. O objetivo é "buscar maior estabilidade e evitar judicialização excessiva entre as partes", conforme comunicado.
