Apesar da eliminação na Libertadores de 2026 e de um cenário turbulento nos bastidores, o Botafogo vê um desejo crescente dentro do clube associativo: a esperança de que um novo investidor apareça para convencer John Textor a vender sua participação na SAF. A informação, revelada pelo comentarista Rafael Marques, da ESPN, aponta para uma torcida interna significativa, embora não oficializada.
"Internamente, ninguém vai dizer isso oficialmente. Vou até me arriscar a falar isso aqui em rede nacional, porque é processo de apuração. Não é uma apuração densa, é uma apuração fina. Ninguém vai confirmar o que eu vou dizer agora. Mas o que se sabe, pelo associativo do Botafogo, é que existe uma grande torcida para que apareça alguém que convença o Textor a vender o clube para uma outra entidade que pudesse tocar a SAF", declarou Marques.
O comentarista explicou que a discrição do clube associativo se deve a dois fatores: a quebra de sigilo e a manutenção de um sentimento de gratidão pelo que John Textor proporcionou ao clube, especialmente em 2024. "O Botafogo não faz isso publicamente por dois motivos. Primeiro, por quebra de sigilo. E segundo, porque existe, querendo ou não, ainda esse sentimento de gratidão que nós estamos subdebatendo aqui. Não tem como apagar o que o Textor permitiu ao Botafogo e ao botafoguense viverem em 2024", acrescentou.
Rafael Marques ainda ressaltou a postura pública do clube social, que tem sido de neutralidade ou apoio às ações da SAF. "Oficialmente, podem fazer uma busca aí, sempre que o associativo é chamado a se posicionar sobre alguma ação do Textor, ou a manifestação é neutra ou ela é explicitamente de apoio. Porque isso também é estratégico. O Botafogo associativo não pode gerar elementos públicos contrários à gestão da SAF. Mas aqui dentro do clube tem muita gente que torce muito, mas muito, para o Textor encontrar um comprador que o satisfaça e automaticamente à SAF do Botafogo", concluiu.
