O ex-atacante do Atlético-MG, Alan Kardec, reacendeu a discussão sobre o final da última Copa Libertadores, com o Botafogo como adversário, revelando uma perspectiva peculiar sobre a derrota. Em entrevista ao Charla Podcast, Kardec mencionou uma 'questão espiritual' que, segundo ele, influenciou o resultado, especialmente considerando a expulsão de Gregore logo no início da partida.
"É final. A única coisa que você tem que fazer é ganhar. Não é sobre desempenho, não é sobre ganhar de 10 a 0. Não é sobre isso, é sobre ganhar, cara", disse Kardec, refletindo sobre a pressão e o foco intenso que permeiam os jogos decisivos. Ele admitiu que, apesar da expectativa de uma possível vitória, a derrota para o Botafogo, mesmo com um jogador a mais por grande parte do confronto, soou como um evento inexplicável.
Kardec relembrou o momento da expulsão de Gregore, expressando a sensação de que "hoje dá nó" ao lado de Mariano. Ele analisou o desenrolar da partida, destacando a estratégia defensiva do Botafogo e a dificuldade em romper a barreira imposta pelo time carioca. "Você começa a final de Libertadores, o adversário foi expulso com 40 segundos e você já vai tirar um cara de imediato, jogo 0x0? Talvez eu não fizesse", comentou.
O ex-centroavante enfatizou que, embora reconheça o mérito do Botafogo na conquista do título, a derrota o deixou com uma sensação de que fatores além do técnico e da tática podem ter pesado no resultado. "A gente ficava naquela expectativa, né? Porque o que aconteceu? O Botafogo se fecha. Normal. O Botafogo fez, se não me engano, uma linha de cinco ou até seis. Você está num jogo posicional, de ter a bola, de ter o controle do jogo. Por mais que você tenha uma linha de cinco, com Arana e Scarpa, os caras estão todos posicionadinhos. E aí, meu amigo, é uma acelerada pra frente e os caras, pum", relatou Kardec, ilustrando a imprevisibilidade do futebol.
"São coisas da vida, são coisas do esporte de alto rendimento. Você vai imaginar, eu sempre procuro mentalizar as melhores coisas. Mas não tem explicação. Eu acho que muitas coisas aconteceram como deveriam acontecer. Aí entra um pouco da questão espiritual", concluiu Kardec, deixando em aberto a interpretação de suas palavras, mas reforçando a ideia de que o futebol, por vezes, transcende a lógica e a razão. A declaração reacende debates sobre a influência de fatores não convencionais no desempenho esportivo e a busca por explicações em um esporte tão imprevisível como o futebol.
