O empate do Botafogo com o Palmeiras no último domingo (6/9) foi palco de intensas vaias da torcida alvinegra direcionadas a Marlon Freitas. O volante, que foi capitão do Glorioso nos títulos da Libertadores e do Brasileirão em 2024, viu até um bandeirão ser rasgado e ouviu xingamentos de “traidor”. No programa “Panela SporTV”, Rafael, ex-companheiro de Marlon Freitas no clube, ofereceu sua perspectiva sobre a fúria dos botafoguenses.
Na análise de Rafael, a principal razão para a revolta foi a entrevista em que Marlon Freitas elegeu o título do Campeonato Paulista pelo Palmeiras como o mais importante de sua carreira. “Eu acredito muito no poder das palavras. Quando você fala muito, você tem o direito e o dever de escutar muito ou de ver muito. Eu sou um cara que falo muito. Vai ter gente que vai me criticar, e é assim funciona a vida. Eu acho que ele falou muito antes de tudo isso acontecer. Então, ele está só pagando pelo poder da palavra dele, por tudo que ele falou. Não do que ele fez no Botafogo, mas pelo ele falou depois que saiu do Botafogo. O problema é o jeito que você trata”, declarou Rafael.
Durante o programa, a discussão levantou a possibilidade de Marlon Freitas ter feito a declaração para provocar alguém no Botafogo com quem pudesse ter um desentendimento. Rafael, com sua franqueza habitual, interveio: “Ou ele é muito burro, e eu acho que ele não é! Se ele me falar que foi sem querer, eu vou chamar ele de burro. ‘Então, tu foi muito burro, né?’. Não acho que ele é burro assim. Eu conheci o Marlon, joguei com ele. Eu acho que ele falou para irritar.” Ele também recordou o jogo do primeiro turno, no Allianz Parque, quando Marlon Freitas se envolveu em um bate-boca com Joaquín Correa, pedindo respeito ao argentino com a frase “eu ganhei nessa porra aí”. Rafael reprovou a atitude: “Tu vê que ele foi num nível de ego ali de mil a zero. Tem que te respeitar, tu pode fazer o que quer, pode falar o que quer só porque tu ganhou? Não é assim que funciona a vida.”
Em março, em entrevista ao “SporTV”, Marlon Freitas reconheceu o erro na declaração e pediu desculpas à torcida do Botafogo. “Quero pedir desculpas, assumo meu erro da minha última entrevista. A pergunta foi ‘melhor ano’ e eu falei 2026, porque eu creio e tenho muita fé que esse ano vai ser o melhor ano. É assim na vida de todo mundo, só que eu poderia deixar uma coisa mais guardada para mim, sabe? Então, quero pedir desculpas a todos os torcedores que se sentiram ofendidos, 2024 está na minha história, está na história de todo botafoguense. Eu tenho um carinho, um respeito, uma admiração muito grande pelo Botafogo e isso ninguém vai tirar”, afirmou o volante na ocasião.




