A venda do meia Santiago Rodríguez por cerca de US$ 6,8 milhões (R$ 34 milhões) ao Columbus Crew, da Major League Soccer (MLS), representa um avanço significativo para o Botafogo em suas negociações com a liga americana, um passo considerado fundamental para o processo de recuperação judicial do clube.
Segundo informações divulgadas pelo jornalista Thiago Veras no canal "Arena Alvinegra", a transação com o clube dos Estados Unidos, embora seja com o Columbus Crew e não com o New York City (onde o jogador foi originalmente comprado), passa pela estrutura da MLS. A liga atua como representante do New York City nesta negociação, e o Botafogo acredita que cerca de 50% a 60% do caminho para um acordo com a MLS já foi trilhado.
A MLS figura como uma das maiores credoras do Botafogo no processo de recuperação judicial. A expectativa é que a aprovação deste acordo com a liga americana motive outros credores a aderirem ao plano de reestruturação do clube. "Para quem deixou de receber, você tem um deságio, mas ao mesmo tempo faz um acordo e a coisa vai ser mais para a frente resolvida", explicou Veras.
A aprovação da recuperação judicial ainda não possui uma data definida, mas há otimismo. "Pode ser que saia até o fim do ano. Se não, dentro dos trâmites normais do processo, meados de 2027", ponderou o jornalista. Paralelamente, a dívida com a MLS foi desmembrada. O Atlanta United, que também possuía pendências, agora é tratado como um credor separado, diferentemente da negociação com o New York City.
A distinção se dá pelo valor de mercado. Uma proposta de US$ 20 milhões pelo jogador Álvaro Montoro foi recusada pelo Botafogo, que optou por prolongar o contrato do atleta e reajustar sua multa rescisória. A estratégia visa valorizar o jogador, que vem se destacando, para uma futura negociação por um valor superior aos US$ 20 milhões, diferentemente do caso de Santiago Rodríguez, cuja venda foi estratégica para destravar o acordo com a MLS e resolver questões financeiras mais imediatas.




