Nesta segunda-feira (10/8), o Botafogo F.R. celebra os 30 anos de uma de suas conquistas mais emblemáticas da década de 1990: o Troféu Teresa Herrera. A façanha ocorreu em La Coruña, na Espanha, onde o Glorioso superou a poderosa Juventus, então campeã europeia, nos pênaltis, em uma partida que se tornou inesquecível para a torcida alvinegra.
O caminho para o título passou por uma vitória sobre o anfitrião Deportivo La Coruña por 2 a 1. Na grande final, um imprevisto marcou o confronto: o árbitro impediu o Botafogo de atuar com seu uniforme tradicional. Sem opções, o time carioca teve que recorrer ao empréstimo do uniforme azul e branco do próprio Deportivo La Coruña.
A decisão contra a Juventus foi um verdadeiro espetáculo de superação. O Botafogo precisou buscar o empate em quatro oportunidades. Vieri abriu o placar para os italianos, mas Túlio Maravilha empatou. Amoruso marcou duas vezes, e França igualou em ambas as ocasiões, levando a partida para a prorrogação. No tempo extra, Amoruso fez 4 a 3, e Túlio, mais uma vez, empatou, culminando na disputa por pênaltis.
Nas penalidades, o goleiro Wagner foi o grande herói, defendendo as cobranças de Amoruso e Di Livio. Com cobranças precisas de Wilson Goiano, Wilson Gottardo e Souza, o Botafogo selou a vitória por 3 a 0 e a conquista do cobiçado troféu. O ex-presidente Carlos Augusto Montenegro relembrou a peculiaridade do transporte do troféu, que exigiu a compra de uma passagem de avião para a peça, dada sua dimensão e peso.
Esta conquista se insere em um período de grande sucesso para o Botafogo, que vinha de um título brasileiro. O Teresa Herrera foi o quarto troféu de uma série de torneios amistosos vencidos em apenas um mês em 1996, consolidando a força do Glorioso naquele ano.




