O clube associativo do Botafogo voltou a ter um protagonismo discutido nos bastidores após a recente saída de John Textor. Segundo informações divulgadas pelo jornalista Bernardo Gentile, do canal "Arena Alvinegra", há uma movimentação interna para que parte das receitas futuras, provenientes de negociações com a GDA e o Lyon, seja destinada às áreas social e de esportes amadores do clube. Essa tentativa visa suprir as dificuldades financeiras enfrentadas por essas modalidades, que, segundo Gentile, "não fecha a conta" e já sofreram com o fechamento de projetos e modalidades.
Bernardo Gentile explicou que, durante a gestão anterior, os recursos eram direcionados exclusivamente para o futebol profissional. "Quando era o Textor aqui, o dinheiro era só para o Botafogo futebol mesmo, porque era isso. O social se virava lá, porque tinha que se virar. E não conseguiu se virar, inclusive. Fechou um monte de esporte, projetos que estavam indo bem tiveram que fechar e tal", relatou o jornalista. Agora, com o clube social buscando maior participação na gestão, a intenção é integrar essas áreas ao orçamento do futebol, o que já se reflete em uma mudança no perfil de comunicação nas redes sociais, com postagens conjuntas.
A possibilidade de o clube social influenciar as decisões financeiras da SAF tem gerado apreensão interna. Pessoas ligadas ao futebol profissional demonstram receio sobre o grau de poder que o associativo poderá exercer, especialmente em questões de contratações e investimentos. "Nesse momento não dá para ter certeza de nada, se vai ter alguma influencia. Pessoas dentro clube estão tentando entender qual vai ser o cenário", comentou Gentile, destacando a tensão existente sobre a autonomia da gestão da SAF.
O jornalista ressaltou que a transparência sobre essas movimentações é fundamental para que a torcida possa formar sua opinião. Ele mencionou que, em determinado momento, houve discussões sobre o clube social não fechar com a GDA e assumir o investimento, uma possibilidade que gerou receio em membros sérios do próprio associativo. "Jogar a luz em cima é importante. Vou continuar fazendo isso. Teve muita gente séria do social que discordava da possibilidade do social não fechar com a GDA e assumir com o investimento, que ficou com medo, em algum momento, disso acontecer", concluiu, enfatizando a necessidade de debate sobre o tema para o bem do Botafogo.
