John Textor descartou nesta sexta-feira (9) qualquer desentendimento com Gabriel de Alba, sócio‑gerente da GDA Luma, apontada como potencial acionista da SAF do Botafogo. O empresário norte‑americano, que concedeu um empréstimo‑ponte de US$ 25 milhões ao clube, afirmou que a relação com o grupo de investimento é de amizade e que não há risco de se tornar um “cavalo de Troia”.
Em entrevista ao Canal do Anderson Motta, Textor ressaltou que metade do capital da GDA vem de amigos de longa data, que o acompanharam na FuboTV, e que tem laços pessoais com Gabriel, inclusive planejando férias juntos e conhecendo seu filho, fã de futebol. “Não vejo um futuro em que um grupo que apresento como amigo se torne um cavalo de Troia”, disse.
O empresário apontou que o clube social se recusou a assinar documentos que permitiriam transformar o investimento em participação acionária, o que impediu a captação de capital saudável. “Algumas promessas não foram cumpridas porque o clube social bloqueou a assinatura desses papéis”, explicou, acusando Montenegro de pressionar a diretoria para impedir o acordo. Textor ainda negou que tenha pedido algo inadequado ao clube, afirmando que, como único diretor da Eagle Bidco, tinha plena autoridade para emitir novas ações caso os documentos fossem assinados.
Sobre a postura da GDA, Textor reconheceu a preocupação do investidor em proteger o capital já aportado e afirmou que o grupo busca apenas recuperar o valor emprestado, sem intenção de assumir o controle do clube. “Ele é um investidor profissional e quer garantir seu retorno; não está aqui por paixão ao Botafogo”, declarou. O empresário reiterou que o acordo inicial previa 50% das ações para ele, 25% para a GDA Luma e 25% para a Hutton, mantendo o clube social com seus 10% restantes.
Por fim, Textor pediu que o clube social aceite o investimento de US$ 25 milhões e que as partes voltem à mesa para negociar a participação acionária, evitando “bobagens e manobras” que atrasam a solução. Ele concluiu que, com a cooperação de todos, o Botafogo poderá superar a crise financeira e avançar rumo a um futuro mais estável.
