A SAF do Botafogo enfrenta questionamentos sobre a apresentação de documentos essenciais no processo referente ao Regime Centralizado de Execuções (RCE) de dívidas trabalhistas. Segundo o advogado Vitor Schetino, que se pronunciou através da rede social X (antigo Twitter), a gestão da SAF deixou de fornecer informações solicitadas pelo juiz responsável pelo caso.
O magistrado requisitou fontes pagadoras de receitas recorrentes, tanto atuais quanto futuras, além de um termo de compromisso formalizando a manutenção do pagamento de salários, verbas rescisórias e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em dia. A SAF do Botafogo, por sua vez, argumenta que suas demonstrações financeiras anuais seriam suficientes para atender a essa exigência e reitera que está em conformidade com os pagamentos, incluindo o FGTS.
No entanto, Schetino levanta preocupações adicionais, destacando que apenas em 2026 já foram registrados dez novos processos trabalhistas contra a SAF, muitos deles relacionados à cobrança de verbas rescisórias. A próxima parcela do RCE trabalhista vence nesta sexta-feira, e, até o momento, o clube tem honrado seus compromissos financeiros. A questão central agora reside em saber se o argumento da SAF sobre a suficiência das demonstrações financeiras anuais será aceito pelo juiz e pelos credores, bem como a ausência do termo de compromisso específico.
O cenário aponta para um desafio na gestão da SAF Alvinegra, que, segundo o advogado, tem apresentado "esforços argumentativos cada vez mais comuns e característicos". A expectativa é que a decisão judicial e a postura dos credores definam os próximos passos na resolução dessas pendências trabalhistas.
