A Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo deu um passo significativo ao ingressar com ações judiciais na Justiça do Rio de Janeiro, cobrando do clube francês Lyon uma quantia superior a R$ 745 milhões em dívidas. A medida surge em meio a contestações por parte do clube francês, que, segundo informações da ESPN, alega que as ações não fazem sentido e questiona a jurisdição.
Oficialmente, o Lyon declarou não ter autorização para se pronunciar publicamente sobre questões jurídicas, justificando ser uma companhia listada em bolsa. No entanto, fontes ligadas ao clube francês e com conhecimento das disputas judiciais, ouvidas pela ESPN, indicam que o clube ainda não foi oficialmente notificado. Essas fontes afirmam que o dinheiro em questão circulava internamente na Eagle Football, sem passar pelas contas do Lyon, e que eventuais dívidas deveriam ser tratadas com a Cork Gully LLP, administradora judicial da Eagle Bidco.
As alegações das fontes francesas também apontam que a empresa citada no processo, OL BRESIL LTDA (com nome fantasia Olympique Lyonnais SASU Brasil), não estaria mais ativa, o que contraria informações do sistema da Receita Federal. De acordo com a ESPN, a empresa segue ativa e tem como sócios Thairo Arruda, ex-CEO da SAF do Botafogo, e Emerson Leão dos Santos, descrito como "sócio pessoa jurídica domiciliado no exterior" na qualidade de "procurador".
Em resposta às alegações, John Textor, acionista da SAF do Botafogo, enviou uma nota à ESPN, solicitando urgência na manifestação do Lyon. Ele esclareceu que as iniciativas judiciais não são contra a OL BRESIL LTDA, mas sim contra o Lyon SASU, e que a OL BRESIL LTDA foi citada apenas de forma protocolar. Textor apresentou um comprovante de transferência de € 18.441.448,08 (quase R$ 120 milhões) ao Lyon, datada de 27 de dezembro de 2024, como exemplo das cobranças que ultrapassam os R$ 745 milhões. "Eu não compreendo as alegações do Lyon, já que elas não refletem a realidade", declarou Textor, enfatizando que as reivindicações se baseiam em transferências eletrônicas efetivas de recursos financeiros, realizadas em conformidade com um contrato de mútuo intercompanhias aprovado pelo Lyon Sasu. O empresário pediu que o clube francês se manifeste formalmente à Justiça, pois "essas quantias são significantes e indispensáveis para o Botafogo SAF."
