O técnico interino do Botafogo, Franclim Carvalho, expressou sua insatisfação com a falta de objetividade e agressividade ofensiva da equipe no empate por 1 a 1 contra o Caracas, na última quinta-feira (9/4), pela Copa Sul-Americana. Em sua estreia no comando do Glorioso, o português, que era auxiliar de Artur Jorge, destacou a necessidade de converter o volume de posse de bola em finalizações perigosas.
"Faltou objetividade. Não podemos ter uma partida com 70% de posse de bola ou mais e ter três chutes no gol. Com este volume de posse, temos que ser mais agressivos na frente", declarou Carvalho, em entrevista reproduzida pelo "GE". Ele ressaltou que a proposta de jogo alvinegra é controlar a partida, mas que a prioridade máxima é a vitória, o que exige mais contundência no ataque. O treinador exemplificou que o gol marcado surgiu de uma bola colocada na área, e não de uma jogada trabalhada, evidenciando a carência de finalizações.
Em sua coletiva de apresentação, Franclim Carvalho já havia sinalizado a intenção de implementar um estilo de jogo propositivo, com jogadores de qualidade técnica como Danilo, Montoro, Santi, Jordan e Martins assumindo o protagonismo. Contudo, ele reconhece que essa ideia ainda precisa ser aprimorada nos treinamentos. "Nós queremos uma equipe que assuma o jogo e que controle o jogo com bola. Acho que todos os treinadores procuram isso. Por vezes temos jogadores com essas características, outras não. E nós temos esse tipo de jogador", afirmou.
O comandante também abordou a necessidade de a equipe ser mais incisiva nas ações ofensivas e menos faltosa. "Nós temos que ter muita agressividade. E a minha equipe não pode fazer 10 faltas num jogo, não pode. Tem que fazer mais, muito mais. Em três dias não conseguimos mudar tudo ou passar toda a informação. Os jogadores têm sido sensacionais, foram sensacionais nestes três dias. Hoje tiveram muita preocupação de fazer o que nós pedimos. Creio que por vezes isso até os castrou, até os trancou de se libertarem. Eu quero mais liberdade a este tipo de jogadores que jogam naquela zona, porque esta liberdade é que causa dificuldade ao adversário", concluiu Carvalho.
