Em meio a especulações sobre a disputa societária no Botafogo, o acionista da SAF, John Textor, veio a público para esclarecer a situação com a Ares. Em declarações ao "UOL", Textor negou veementemente a existência de uma "guerra civil", garantindo que as conversas com a Ares são pautadas pela civilidade e por uma negociação amigável.
"Eu não estou lutando com a Ares. Estou tentando comprar a parte deles. Eles estão considerando comprar a minha parte. É uma negociação amigável", afirmou Textor, minimizando as narrativas que pintam o cenário como um conflito. Ele atribuiu a percepção de "guerra civil" à atuação de advogados e assessores de imprensa, ressaltando que mantém uma relação "muito direta e cordial" com a Ares, apesar das naturais "diferenças de opinião" em um processo que envolve "muito dinheiro, muitos interesses e muitas negociações". O empresário revelou que a negociação envolve a possibilidade de compra de suas ações na França.
O dirigente norte-americano fez questão de assegurar que as questões extracampo não afetam o desempenho do time alvinegro. Segundo Textor, os jogadores estão focados em suas responsabilidades dentro das quatro linhas. "Os jogadores não dão a mínima para isso. Eles vão lá, jogam futebol", declarou, enfatizando a separação entre as obrigações dos atletas e as negociações dos donos. "Todo mundo me pergunta sobre o momento. O momento é de jogadores que têm que jogar e treinador que tem que treinar. E donos que têm que trabalhar suas coisas fora de campo", concluiu.
