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Ex-Botafogo, Renato Paiva critica John Textor: ‘É um showman, não ouve os outros. Pôde me beijar ao vivo e sete dias depois me demitir’

Renato Paiva, ex-técnico do Botafogo, voltou a criticar John Textor em entrevista à RMC Sport, destacando a relação conturbada com o acionista majoritário do clube. O português revelou que, durante os quatro meses em que esteve no comando do Fogão, conversou pessoalmente com Textor apenas cinco vezes, apesar de receber orientações táticas por meio dos dirigentes do clube. "Era uma relação fria. Para mim, é muito estranho que um dono do clube fale com o seu treinador apenas cinco vezes em quatro meses", afirmou.

Paiva também criticou a forma como foi demitido, alegando que não cumpria as expectativas de Textor, mas defendendo suas próprias ideias. "Ele é o dono, tudo bem, mas contratou um treinador com as suas próprias ideias. Tem o direito de fazer o que fez, mas não da maneira que fez", declarou. O ex-comandante do Fogão ainda destacou que, apesar de não concordar com as decisões do acionista, respeitava o processo. "Tenho minhas ideias, estudei futebol, estudei os jogadores adversários, me reuni com meus jogadores todos os dias. Se tiver de morrer, morrerei com as minhas ideias", completou.

Além disso, Paiva classificou Textor como um showman, destacando que, embora tenha conquistado títulos importantes, como o Campeonato Brasileiro e a Liberta, isso não reflete necessariamente sua compreensão do futebol. "Para mim, ele é um showman. Claro que tem os seus méritos, ganhou o Campeonato Brasileiro e a Libertadores. Mas, na minha opinião, essas conquistas não estão relacionadas com a compreensão dele do futebol, mas sim com a escolha das pessoas", afirmou.

O ex-técnico também mencionou um episódio polêmico, em que Textor o beijou ao vivo após a vitória contra o PSG no Mundial de Clubes, mas o demitiu sete dias depois. "Poderia tê-lo feito no vestiário longe das câmeras. Estava a fazer um show. Pôde me beijar ao vivo e, sete dias depois, me demitir. Isso diz mais sobre ele do que sobre o meu trabalho", encerrou. Desempregado após passar pelo Fortaleza, Paiva segue crítico à gestão de Textor no Fogão.

Ler na fonte original (FogãoNET)