Após um período conturbado por lesões, Danilo está de volta ao Botafogo e vem se destacando no meio-campo. O volante, que enfrentou problemas físicos na temporada passada, celebra a sequência de jogos e a adaptação do time sob o comando de Davide Ancelotti. Em entrevista ao GE, o jogador destacou a importância de manter a regularidade em campo, mesmo sabendo que lesões podem acontecer em qualquer momento.
"Eu tive uma lesão grave na temporada passada lá na Inglaterra e aí eu não pude ter sequência. E agora eu estou conseguindo ter essa sequência, essa minutagem. Eu acho que vai me ajudar lá na frente. Fiquei tranquilo, porque as lesões vão aparecer. Você se cuidando ou não se cuidando. Claro que você se cuidando, você vai lesionar menos. Mas, porém, vai aparecer de algum modo uma lesão. E até a lesão que eu tive foi simplesmente assim, estava tranquilo, estava bem, não estava sentindo nada. Acabei sentindo a lesão. Fiquei um tempo fora, um período. Aí voltei, depois fiquei fora de novo. Mas agora eu estou mais tranquilo. Agora, graças a Deus, estamos voltando", afirmou Danilo.
O jogador também analisou a evolução tática do Botafogo, que, segundo ele, ganhou mais mobilidade e proposta ofensiva com o novo treinador. Ancelotti tem adotado um estilo de jogo mais dinâmico, priorizando a posse de bola e a movimentação constante. Danilo ressaltou que, mesmo sem um pitbull no meio-campo, como Gregore era, o time tem compensado com a qualidade técnica e a pressão coletiva.
"Quando o Botafogo ganhou a Libertadores, o Brasileiro, até os próprios jogos no Mundial, era um estilo de jogo diferente. Eu acho que o professor, o treinador que estava antes era diferente no estilo de jogo. Não vi muitos jogos, só que agora, com o professor Ancelotti, é um time que propõe mais o jogo. Então acho que nós temos bem mais mobilidade esse ano, com as peças que nós temos no meio. Claro, a gente não tem um pegador aqui igual o Gregore no meio, mas a gente tem bastante mobilidade, bastantes jogadores que sabem jogar com a bola no pé. Eu acho que sobre a marcação e ter um pitbull ou não, se a gente não tiver uma pressão dos 11, não vai adiantar em nada ter um pitbull lá atrás", explicou.
Para Danilo, a mudança no estilo de jogo não é um problema, mas sim uma adaptação necessária. Ele citou o exemplo do Palmeiras, que também foi campeão sem um volante mais defensivo, mas com um trabalho coletivo eficiente. "Até porque, no Palmeiras, como você falou, foi vencedor e a gente também não tinha um pitbull. Nós tínhamos os 11 que marcavam e os 11 que atacavam. Então sobre essa dúvida do pitbull, acho que no elenco a gente superou, é só pegar o jogo do último contra o Vasco, a gente com os 11 marcando e jogando ao mesmo tempo. Então acho que mudou por causa do elenco que tinha antes e do treinador que tinha antes para agora", concluiu.
