A SAF do Botafogo solicitou à Justiça a extensão do chamado stay period, o período de proteção contra cobranças de dívidas, por mais 180 dias. A medida é um passo crucial no processo de recuperação judicial do clube, que busca reorganizar suas finanças e negociar com seus credores.
Originalmente, o Botafogo obteve uma suspensão de execuções por 180 dias a partir de 21 de abril, prazo que se encerra em 18 de outubro. A lei permite uma prorrogação excepcional por igual período, desde que o clube não tenha contribuído para atrasos no processo. A diretoria alvinegra argumenta que cumpriu todos os prazos e que eventuais demoras foram causadas pelo próprio rito processual e falhas no sistema do Tribunal de Justiça, como o atraso na publicação de editais.
O clube apresentou seu plano de recuperação judicial em julho, com uma nova versão em agosto. No entanto, a votação do plano e a publicação da lista de credores ainda não ocorreram. A prorrogação do stay period é fundamental para evitar que credores individuais iniciem ações de cobrança, o que poderia inviabilizar a negociação coletiva e prejudicar a recuperação financeira do clube.
Caso o pedido seja aceito, será a última prorrogação concedida pela lei, aumentando a urgência para a aprovação do plano. A expectativa é que o juiz ouça a administração judicial e o Ministério Público antes de tomar uma decisão, considerando que a negativa poderia gerar bloqueios financeiros e comprometer todo o processo de recuperação.




