Um importante capítulo na disputa pelo controle da SAF do Botafogo foi escrito na Justiça britânica. John Textor obteve uma liminar que impede, temporariamente, a Cork Gully LLP, administradora judicial da Eagle Bidco, de vender sua participação acionária no futebol alvinegro. A decisão, concedida em 12 de agosto pelo Supremo Tribunal do Reino Unido, estabelece essa restrição pelo menos até 9 de setembro, quando o caso voltará a ser analisado. É crucial notar que esta medida é provisória e não representa uma resolução definitiva sobre a propriedade das ações.
O juiz Mark Pelling considerou que havia um risco real de as ações serem negociadas antes que a disputa apresentada por Textor fosse devidamente analisada. O empresário norte-americano alega não ter recebido o pagamento necessário para a transferência das ações que estavam em seu nome para a estrutura da holding. Como a Eagle Bidco não apresentou uma contestação equivalente naquela etapa, o tribunal atendeu ao pedido de Textor, determinando a preservação temporária das ações. É importante ressaltar que essa liminar não devolve o comando do Botafogo a Textor, nem resolve a discussão sobre a propriedade das ações.
Essa questão jurídica tem um impacto direto no processo de mudança de controle da SAF. A GDA Luma, de Gabriel de Alba, possui um acordo para assumir o projeto, mas a transferência societária ainda está em andamento e passa por diversas etapas. Nesta quarta-feira (9), advogados do Botafogo e da GDA Luma discutiam as melhores formas de estruturar essa transferência, incluindo mecanismos como o drag along e um possível aumento de capital para ampliar a participação do novo investidor.
A GDA Luma também tem um novo aporte previsto para até dezembro, que, segundo informações divulgadas pelo "ge" e reproduzidas pelo FogãoNET, envolve US$ 105 milhões, além da assunção da dívida da SAF. Aproximadamente US$ 50 milhões já teriam sido aportados. O cenário, portanto, permanece em aberto. A liminar obtida por Textor criou uma barreira temporária, mas não é uma vitória definitiva sobre o controle da SAF. Enquanto a batalha jurídica prossegue, Botafogo e GDA Luma trabalham nos procedimentos necessários para a mudança societária, sem um prazo definido para a conclusão do processo. A definição sobre as ações é fundamental para os próximos passos da SAF e a consolidação da nova estrutura de comando do futebol alvinegro.




