O Botafogo voltou a sentir o gosto amargo do empate em casa no Campeonato Brasileiro, desta vez com um 1 a 1 contra o Fluminense no Estádio Nilton Santos. Diante do novo tropeço em seus domínios, o técnico Franclim Carvalho buscou uma visão mais abrangente, evitando a divisão entre atuações como mandante e visitante.
"Para mim, é em casa e fora. Portanto, quando vocês dividem as questões, ou fazem essa análise separadamente, seja a equipe ataca melhor do que defende, a equipe é melhor fora do que em casa, são fatos ou são dados, porque são números que têm. Obviamente que nós temos mais empates do que desejávamos", declarou Franclim, que ainda apontou a qualidade do gramado como um fator que afeta ambas as equipes. "Se formos analisar um jogo, esses sete jogos que falou, se formos analisar um, nós vemos deficiências e virtudes que vemos em casa e fora. Temos que melhorá-los. Por isso é que eu disse que não gosto de dividir isto em casa e fora."
O treinador também aproveitou para levantar a questão da arbitragem e da gestão do tempo de jogo no futebol brasileiro. "Outras vezes é questão da gestão do relógio, do tempo do árbitro. Eu perguntei porque tenho tido essa curiosidade, porque eu acho que depois da parada nós estamos a ter jogos muito parados", lamentou, citando que o jogo contra o Fluminense teve apenas 52 minutos de tempo útil, com 35 faltas. "É muita responsabilidade do árbitro. O árbitro se dá quatro minutos e só se joga um, tem que dar mais um ou dois."
Franclim Carvalho fez um apelo por melhorias na dinâmica das partidas, envolvendo jogadores, técnicos e arbitragem. "Nós, futebol brasileiro, nós equipes. Porque isto é muito a responsabilidade dos jogadores, dos técnicos e dos árbitros também. Isto para referir a questão dos resultados em casa. Que às vezes o adversário pode estar aqui e se calhar um ponto fora não é mal. Mas acho que o árbitro tem que… É onde o árbitro pode controlar. Não é dizer se sai mais rápido ou joga mais rápido. É dar mais tempo. É o que tem que fazer", concluiu.




