John Textor respondeu às críticas de Carlos Augusto Montenegro nesta sexta-feira (9) durante entrevista ao Canal do Anderson Motta. O empresário norte‑americano, à frente da SAF do Botafogo, afirmou que a campanha contra ele já dura 18 meses e que Montenegro teria interesse em perpetuar “30 anos de frustração” para o clube.
Textor contou que, logo após a Libertadores, começaram a circular gravações de áudio no WhatsApp nas quais Montenegro se mostrava negativo. “O primeiro sinal de contestação em 2025 foi: ‘Ah, o Textor não tem dinheiro suficiente. Aprecio tudo o que ele fez, mas talvez seja hora de seguir em frente’”, disse. O empresário ainda alegou que Montenegro está em contato direto com a Ares Management e Michele Kang, que supostamente devem dinheiro ao Botafogo.
Sobre a relação pessoal, Textor recordou que tentou incluir Montenegro nas celebrações, convidando‑o para a cerimônia da Bola de Ouro e oferecendo apoio. “Ele estava em Paris naquele dia e não compareceu”, afirmou. O ex‑controlador da SAF, porém, continua tentando influenciar o futebol do clube, o que, segundo Textor, tem atrapalhado a relação com o associativo.
O empresário explicou ainda que, devido a desentendimentos com os sócios da Eagle Bidco, precisou assinar documentos que ampliaram o poder do clube social, acreditando que isso protegeria a SAF. Contudo, a pressão de Montenegro e de aliados do clube social teria dificultado essa confiança. Textor ressaltou que já trabalhou para retirar o poder da Eagle Bidco, que “estava tentando prejudicar o Botafogo”.
Por fim, Textor criticou a gestão anterior, lembrando que Montenegro não pagou jogadores por seis meses consecutivos em 1995 e dispensou metade do elenco no ano seguinte. “Eu trouxe o título brasileiro, a Libertadores e o reconhecimento entre os cinco melhores clubes do mundo. Quem quiser me expulsar, só terá mais 30 anos de frustração”, concluiu, deixando claro que confia no novo dirigente Durcesio para conduzir o clube.
