Em meio à reta final do Campeonato Brasileiro, o Botafogo vive um momento de adaptação de seus principais reforços, como Joaquín Correa, David Ricardo e Santi Rodríguez. A comentarista Belle Suarez, no programa Tá na Área do SporTV, destacou o crescimento desses jogadores, mas alertou para as incertezas que cercam o clube alvinegro. Segundo ela, a constante rotatividade do elenco dificulta a projeção de um futuro estável, especialmente com a proximidade da janela de transferências.
"Você vê esses jogadores com toda essa grife, com toda essa bagagem chegando, você espera uma adaptação mais rápida. Só que aí, trazendo outro ponto dessa situação, como é que você vai se adaptar rapidamente a uma equipe que passou por tantas mudanças e que não tem praticamente ninguém 100% adaptado? Essa é a grande questão", analisou Belle. A especialista questionou ainda como o Botafogo poderá planejar seu elenco para 2026, considerando que o clube costuma vender e comprar muitos jogadores em cada janela. "Não temos garantias de que esses jogadores que estão ainda se adaptando vão continuar para 2026. Então fica essa situação de incerteza", completou.
Apesar das dúvidas, Belle reconheceu o projeto ambicioso do clube, liderado pelo mandatário John Textor, que investiu cerca de R$ 700 milhões. Joaquín Correa, por exemplo, tem se destacado como uma peça fundamental, mas sua permanência no elenco ainda é uma incógnita. "O Botafogo é isso: ele se rasga e se remenda com tanta frequência que a gente tem muita dificuldade de entender e até mesmo de projetar. Joaquín Correa parece estar assumindo essa responsabilidade, parece estar correspondendo no momento ao que se espera dele. Mas como é que a gente vai projetar um Joaquín Correa para 2026?", ponderou.
A maioria do elenco botafoguense tem contratos longos, com exceção de Marçal (que já negocia renovação), Mastriani (emprestado pelo Athletico-PR) e Cuiabano (emprestado pelo Nottingham Forest). Com a vaga na Libertadores praticamente garantida, o foco agora é definir como o clube se estruturará para as competições de 2026, incluindo o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil e a própria Libertadores. A incerteza, no entanto, continua sendo a tónica desse momento de transição no Botafogo.
