O empresário John Textor, ex-controlador da SAF do Botafogo, veio a público para esclarecer uma operação financeira relacionada aos direitos econômicos do jogador Thiago Almada. Em resposta a notícias que indicavam uma dívida de US$ 10 milhões a um fundo devido à antecipação dessa verba, Textor enviou um posicionamento ao “Blog do Diogo Dantas”, do jornal “O Globo”, detalhando a transação.
Textor classificou a operação como uma “estrutura tradicional de financiamento de recebíveis” e uma “prática comum no mercado financeiro”, refutando a ideia de que o Botafogo tenha sido prejudicado. Segundo ele, o clube “recebeu um valor muito bom pelo atleta” e que a questão não se trata de um dinheiro que deixou de chegar, mas sim de uma antecipação de recebíveis futuros.
Em sua declaração, o empresário norte-americano lamentou que Thiago Almada não tenha tido mais oportunidades de jogo no futebol europeu, apesar de seu valor de mercado ser reconhecido. O jogador está prestes a ser anunciado pelo River Plate.
“Essa narrativa não reflete com precisão a realidade da transação e precisa ser colocada no devido contexto. Estamos falando de uma estrutura tradicional de financiamento de recebíveis, uma prática comum no mercado financeiro e amplamente utilizada por empresas e clubes de futebol em todo o mundo. Apresentá-la como algo incomum pode criar uma impressão equivocada sobre a natureza da operação”, explicou Textor.
Ele reforçou que os recursos relacionados à transação já haviam sido recebidos através da estrutura de financiamento. “Portanto, sugerir que o Botafogo foi prejudicado por não receber novamente esses valores não corresponde à realidade. Não se trata de um dinheiro que deixou de chegar ao clube, mas de uma operação financeira na qual recebíveis futuros já haviam sido antecipados”, concluiu.




